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Sexta-feira, 09 de Novembro de 2018

Aos 18 anos, advogado de Brasília é mais jovem do país a defender caso na tribuna do STF

O brasiliense Mateus Ribeiro, aos 18 anos, tornou-se o mais jovem advogado do país a defender um argumento na tribuna do Supremo Tribunal Federal (STF). A “estreia” dele na mais alta Corte brasileira ocorreu nesta quinta-feira (8), com direito a elogio do ministro relator do processo, Luiz Edson Fachin.

Formado na Universidade de Brasília (UnB) , ele apresentou uma ação direta de inconstitucionalidade contra uma lei estadual do Rio Grande do Sul que proibiu revistas íntimas de patrões a empregados.

“Rogo a vossas excelências que acolham o pedido definitivo desta ação direta e declarem inteiramente inconstitucional a lei questionada”, disse o jovem durante a sustentação oral.

O caso não chegou a ser julgado no mesmo dia porque foi adiado. Para Fachin, o jovem advogado – que ele definiu como “ilustre causídico [advogado]” – já faz parte de um grupo seleto de advogados.

“Vou procurar sintetizar as quase duas dezenas de páginas que tomei a liberdade de distribuir a vossas excelências não sem antes cumprimentar o jovem advogado que consumou pela primeira vez na tribuna fazendo uma sustentação oral que já o coloca no exercício escorreito do mundo da advocacia. Portanto, o congratulo efusivamente.”

Carreira precoce

Mateus entrou para o mundo da advocacia ao ser aprovado no curso de direito aos 14 anos. Entrou na UnB depois de conseguir uma liminar na Justiça autorizando o processo, e teve de fazer o ensino médio inteiro em 24 horas.

Ele passou no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na primeira tentativa, depois de quatro anos de curso. De acordo com a OAB, se tornou o mais jovem advogado do Brasil.

O pai de Mateus, João Costa Ribeiro Filho, também trabalha com direito. “Acredito que meu filho será um grande advogado e dará uma grande contribuição para o Brasil”, afirmou. A vocação do filho para a advocacia, segundo a família, surgiu de um castigo imposto por ele.

Mateus tinha 10 anos na época. De brincadeira, fez o primeiro habeas corpus – e ganhou a causa. “Era para eu ter liberdade de locomoção de ir à sala de TV para assistir ao jogo do Corinthians. Esse habeas corpus foi deferido, graças a Deus. Assisti ao jogo, e o Corinthians foi campeão.”

G1

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