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Quinta-feira, 12 de Outubro de 2017

Ex-presidente da Eletronuclear é solto por decisão da Justiça Federal

Um dos primeiros condenados nos processos da Lava-Jato no Rio de Janeiro foi solto nesta quarta (11). Othon Luiz Pinheiro da Silva, que presidiu a Eletronuclear, foi beneficiado por uma decisão da segunda instância da Justiça. Ele é acusado de cobrar propina em contratos de empreiteiras com a estatal.

Nesta quarta-feira (11), o Tribunal Regional Federal da 2ª região decidiu soltar o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear condenado na Lava Jato. Othon, de 78 anos, estava preso na base de fuzileiros em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

O almirante, preso desde julho do ano passado, pediu para se recuperar de um tratamento de câncer de pele em casa. O Ministério Público Federal opinou contra a prisão domiciliar. Mas os desembargadores da 1ª turma especializada do TRF-2 decidiram, por 2 votos a 1, colocá-lo em liberdade. O relator, desembargador Abel Gomes, foi o único voto contrário.

O almirante foi preso pela primeira vez, em 2015, durante a operação Radioatividade, 16ª fase da Lava Jato em Curitiba, que desvendou um esquema de corrupção nas obras da usina nuclear de Angra 3, da Eletronuclear.

O caso foi enviado para a Justiça Federal do Rio por determinação do Supremo Tribunal Federal. Ele chegou a ser solto mas foi preso novamente em julho de 2016, por ainda exercer influência na Eletronuclear, segundo o Ministério Público.

No mês seguinte, ele foi condenado a 43 anos de prisão, pelo juiz Marcelo Bretas, no processo da radioatividade.

G1

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