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Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2018

G1 acompanha rotina de treinamentos dos guarda-vidas

O G1 acompanhou como é a rotina de treinamentos dos guarda-vidas, na praia da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O treino é pesado para tentar sempre diminuir o número de afogados nas praias do Rio. De janeiro a novembro de 2017, de acordo com dados divulgados pelo Corpo de Bombeiros, foram realizados mais de 26 mil salvamentos e registradas 13 mortes em todo o estado.

Antes de executar qualquer trabalho no mar, os guarda-vidas passam por exaustivos exercícios funcionais nas areias da praia. Pulam obstáculos, fazem polichinelos, flexões de braço, correm, puxam e empurram pesos. Após o "aquecimento", os profissionais partem para a técnica de salvamento. Nadam, se sustentam na água sem tocar o fundo do mar e simulam afogamentos de um colega, até trazê-lo com segurança para a areia.

"O treinamento funcional e o treinamento técnico de salvamento no mar é muito importante para nossa profissão, pois trabalhamos em condições que nossas capacidades físicas são exigidas diariamente ao máximo. Mantenho minhas atividades diárias de condicionamento físico para estar pronta para atuar, principalmente agora no verão, onde somos muitos exigidos fisicamente pela quantidade de salvamentos que realizamos", conta a guarda-vidas Naiana Freire.

Após o treinamento físico, eles recebem instruções de primeiros socorros e realizam o procedimento conhecido como reanimação cardiopulmonar em um boneco acadêmico.

Para o tenente-coronel Lorite, do 2º GMAR (Barra da Tijuca), o aumento das informações básicas de segurança, transmitidas aos banhistas, são fundamentais para ajudar a diminuir o número de afogamentos.

De acordo com dados do Corpo de Bombeiros, em 2015 foram mais de 50 mil salvamentos. No ano seguinte, o número de afogamentos reduziu para pouco mais de 30 mil. Até o final de novembro de 2017, os bombeiros registraram cerca de 26 mil salvamentos no Rio. O número de óbitos também diminuiu. Em 2016 foram 16 mortes. Esse ano, foram registrados 13 óbitos até o dia 1 de dezembro.

Correntes de retorno

Em entrevista ao G1, o oficial fez questão de enfatizar na prevenção de novos afogamentos. Um aspecto importante é justamente evitar as chamadas correntes de retorno.

"Nós queremos trabalhar intensivamente na prevenção. Em retirar as pessoas das correntes de retorno, não deixar que elas entrem. Sinalização com bandeiras, com placas de aviso, e que as pessoas respeitem as placas e avisos de correnteza. E que não entrem onde tem a sinalização", diz Lorite.

"Onde estiver onda, é onde as pessoas devem se banhar. Porque a corrente é do mar para areia. E a corrente de retorno é da areia para o mar."

“A medida que as ondas estouram na areia, essa água tem que voltar. Então ela acaba retornando, escavando a areia e formando um canal perpendicular à praia. Nesse canal, ele é profundo, as ondas não estouram nele, a água é mais escura, e a corrente é em direção ao mar. As pessoas acham que uma área mais tranquila, sem ondas, é uma água melhor de mergulhar. É exatamente ao contrário. Onde estiver onda, é onde as pessoas devem se banhar. Porque a corrente é do mar para areia. E a corrente de retorno é da areia para o mar. Então, não procure essas águas mais calmas e mais escuras e mais profundas para se banhar”, explica.

Entenda como funciona a corrente de retorno (Foto: Reprodução / Tv Globo)

Entenda como funciona a corrente de retorno (Foto: Reprodução / Tv Globo)

Ajuda tecnológica

Motos-aquáticas, helicópteros e drones também fazem parte do trabalho dos guarda-vidas durante os salvamentos. A moto-aquática dá velocidade no acesso até o local da vítima. O helicóptero auxilia no resgate de afogados em áreas profundas e com grande correnteza. Os drones servem como equipamento de monitoramento em áreas não visualizadas a olho nu pelos profissionais.

"O uso do helicóptero e da moto-aquática é fundamental nos salvamentos. O drone vem para complementar tudo isso. É mais um equipamento, uma ferramenta. Nenhum substitui o outro", explica o tenente-coronel.

Motos Aquáticas, Helicópteros e drones são utilizados nos resgates (Foto: Reprodução / Tv Globo)

Motos Aquáticas, Helicópteros e drones são utilizados nos resgates (Foto: Reprodução / Tv Globo)


G1

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