Esporte | Duelo

Terça-feira, 13 de Março de 2018

Matheus Adamas credita Herb Dean por luta com checheno ter ido até o fim no ACB

O árbitro americano Herb Dean foi figura fundamental num dos duelos mais empolgantes do ACB 82, evento russo que chegou a São Paulo na última sexta-feira, na Hebraica. Em luta do peso-galo (até 61kg), Matheus “Adamas” Mattos venceu o checheno Naskho Galaev por decisão majoritária dos juízes (28-28, 28-27, 29-27), mas o combate poderia ter acabado com um nocaute em duas ocasiões, uma para cada lado. O brasileiro acredita que o conhecimento de Herb Dean foi crucial para que a luta fosse até o fim do terceiro round.

- O Herb Dean já arbitrou lutas minhas, ele conhece um pouco os atletas. Ele sabe que meu adversário e eu levamos pancadas, mas voltamos de novo. Esse feeling que o juiz teve na hora... Poderia ter parado? Poderia, mas valorizou mais a luta, teve reviravoltas. Queria que ele tivesse parado no chute, mas mérito para o meu adversário, que é resistente. Fui com tudo para cima, quanto mais eu batia, mais ele voltava, e me acertou uma cotovelada - disse o lutador ao Combate.com, dono agora de um cartel com 12 vitórias, uma derrota e um empate.

 
Em luta espetacular, Matheus Mattos vence Naskho Galaev na decisão dos juízes no ACB 82

Em luta espetacular, Matheus Mattos vence Naskho Galaev na decisão dos juízes no ACB 82

No primeiro round, Galaev tomou conta do centro do cage e conseguiu um knockdown num cruzado de direita. O checheno recebeu um knockdown de volta, mas respondeu com um contragolpe de direita duro nos segundos finais. Para o brasileiro, o único round que cabia ao seu adversário era mesmo esse.

- Foi uma luta muito duro, cheia de reviravoltas, mas ganhei o segundo e o terceiro rounds bem, mesmo tomando um knockdown. Encaixei um triângulo, tirei da cartola. Foi uma luta muito dura, realmente. Estava confiante que sairia vitorioso no final e deu certo.

A luta poderia ter terminado então no segundo round. Primeiro, Mattos quase encaixou um katagatame. Depois, um chute alto de direita levou o checheno ao chão. Galaev resistiu bem até o estouro da buzina.

- Quando encaixei aquele chute, olhei para ele, que estava no chão, e falei: "Acabou". Encaixei os golpes, ele começou a acordar, a voltar. Falei: "Caraca, o juiz não vai parar?". Meu pé está até doendo. Ele é um atleta muito duro, resistente, valorizou muito a luta. Encaixei o triângulo no talo, ele é muito resistente. Nas três ocasiões: chute, katagatame e triângulo, achei que ele fosse desistir ou o juiz parar, mas acabou que não. Sair vitorioso é o que mais importa. Na minha última luta fui derrotado e voltar com uma vitória sobre um atleta duro valoriza mais ainda.

O triângulo citado pelo lutador da Team Nogueira veio no terceiro round. Antes disso, Mattos levou uma direita que o derrubou, e foi num momento em que a luta quase foi encerrada que o jiu-jítsu veio para salvar.

- No terceiro round, não vi o golpe que pegou. Quando vi, estava de costas no chão e falei: "Alguma coisa pegou (risos)". Fiquei bastante grogue por baixo, mas o jiu-jítsu prevaleceu, porque ele dá brechas e, mesmo assim, o segurei, encaixei o triângulo e reverti um pouco a situação ao meu favor. Foi uma situação difícil, porque estava com a luta na mão, tomei um golpe, reverteu a situação para ele, e reverti de novo. Foi uma grande luta!

Matheus Adamas ainda lamentou não ter conseguido a finalização nas duas ocasiões em que encaixou bem as posições. Ele deu o crédito ao adversário por se manter na luta mesmo nas posições complicadas do katagatame e do triângulo.

- Treinei bastante, vi que ele tem um defeito no chão, cede muita posição, dá brechas, acho que foi questão de luta. Mérito meu por encaixar a posição, o katagatame e o triângulo, e mérito dele, que conseguiu resistir. Senti que estava pegando, segurei, cansei meus braços e minhas pernas. Pelas lutas que vi dele, ele é muito resistente, vai até o final. Me surpreendeu, com certeza, pois achei que ou o triângulo ou o katagatame fossem pegar, mas valeu ter treinado bastante.

G1

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