Esporte | Mundial de surf

Domingo, 13 de Agosto de 2017

Medina vence com onda salvadora, e Wiggolly bate Mineirinho na 3ª fase no Taiti

Dos nove representantes do Brasil em Teahupoo, no Taiti, apenas dois seguem na briga pela taça da sétima de 11 etapas do Circuito Mundial. Campeão em 2014, conquista que sedimentou o caminho para o histórico título mundial do país no surfe, Gabriel Medina usou a experiência para vencer um duelo dramático pela terceira fase. Com frieza e uma técnica sofisticada na bancada da Polinésia Francesa, o paulista teve paciência para esperar até o último minuto pela onda salvadora na bateria contra o australiano Bede Durbidge, avançando à quarta fase. Único de cinco brasileiros a passar pela repescagem, Wiggolly Dantas mostrou habilidade nas ondas pesadas do pico e eliminou Adriano de Souza no round 3. Mineirinho saiu da combinação em um tubo no fim, mas não ameaçou o paulista de Ubatuba. Ian Gouveia e Italo Ferreira também se despediram no mata-mata.

Italo lutou até o fim em uma bateria equilibrada e de tubos pesados contra Julian Wilson, mas o australiano acabou levando a melhor no detalhe. Gouveia, por sua vez, encantou ao sair de um tubo difícil, mas foi barrado por Owen Wright. O australiano continua em busca da lycra amarela de líder do ranking, nas mãos do compatriota Matt Wilkinson, classificado para a quarta fase. A 600 pontos de distância de Wilko (31.950), John John Florence (31.700) e Jordy Smith (31.350) também podem alcançar o topo na etapa, que rende 10.000 pontos ao campeão. Owen (30.150) está em quarto, à frente de Mineirinho, que chegará a 29.650 pontos com o 13º lugar no Taiti.

A WSL paralisou as disputas ao término da terceira fase. Uma nova chamada será feita neste domingo, às 14h (de Brasília, 7h em Teahupoo). O SporTV.com transmite as baterias ao vivo.

Gabriel Medina pega a última onda com menos de um minuto, faz 7.43 e vence a bateria
Gabriel Medina pega a última onda com menos de um minuto, faz 7.43 e vence a bateria

Wiggolly domina Mineirinho no round 3

A bateria 100% verde e amarela começou lenta e com poucas opções, mas os surfistas não puderam se beneficiar da regra do recomeço (quando não há ondas nos primeiros 10 minutos, a disputa é reiniciada), já que a WSL optou por acelerar as disputas deste sábado. Após 12 minutos, Wiggolly Dantas pegou a primeira. Um tubo pesado para ganhar nota 8.00 e pressionar o campeão mundial de 2015. O paulista de Ubatuba se entocou em dois tubos menores, mas não ficou tão profundo e foi recompensado com 3.83 e 5.33. A esta altura, Wiggolly estava isolado na liderança, com 13.33 pontos, enquanto Adriano (1.40) permanecia em combinação.

Após 10 minutos de prova sem pegar onda, Wiggolly Dantas consegue belo tubo e tira 8.00
Após 10 minutos de prova sem pegar onda, Wiggolly Dantas consegue belo tubo e tira 8.00

Com a prioridade, Wiggolly estava em uma situação confortável. A missão de Mineirinho tornava-se cada vez complicada. A três minutos para o fim, ele acelerou em um tubo e desapareceu atrás da parede de água. Devido ao grau de dificuldade, o local do Guarujá recebeu 8.17, chegando a 9.57 para sair da combinação. Bastava ao menos um 5.16 para Adriano assumir a ponta. A luta também passou a ser contra o tempo, mas ele não teve a sorte de encontrar a onda salvadora.

Mineirinho pega onda espetacular, cai e consegue 8.17

Mineirinho pega onda espetacular, cai e consegue 8.17

Wiggolly Dantas comenta vitória sobre Mineirinho na 3ª fase no Taiti
Wiggolly Dantas comenta vitória sobre Mineirinho na 3ª fase no Taiti

Medina vence duelo dramático com Bede

O australiano Bede Durbidge se impôs sobre o paulista de São Sebastião no início com a nota 9.73. Medina caiu na primeira investida, mas se recuperou ao combinar um aéreo com uma variedade de manobras, atacando a parede até o ponto crítico da onda para levar 7.17. Gabriel só precisava de uma chance para virar o jogo, no entanto, o mar demorou a oferecer uma oportunidade ao campeão mundial de 2014, que permaneceu paciente. O australiano fazia o dever de casa e levou um 3.50, chegando a 13.23 pontos. Medina buscava ao menos um 6.07 para ficar em primeiro.

Durbidge pega um tubaço e recebe a nota 9.73
Durbidge pega um tubaço e recebe a nota 9.73

O relógio passou a ser um obstáculo, mas o paulista teve frieza para aguardar o momento certo de atacar. O fim era dramático. A 45 segundos para o fim, apareceu a onda salvadora que ele tanto esperou. Gabriel ficou profundo no tubo e saiu da avalanche de água com estilo. Foi recompensado com 7.43 e alcançou 14.60 pontos contra 13.23 do rival. A temporada de 2017 é a última do aussie, que irá se aposentar depois da perna australiana de 2018. Vice-campeão mundial em 2008, Bede será treinador da seleção australiana de surfe na Olimpíada de Tóquio 2020.

 
Gabriel Medina encaixa leque de manobras e é recompensado com 7.17
Gabriel Medina encaixa leque de manobras e é recompensado com 7.17

- Tive que esperar a onda boa e me salvar nos últimos segundos, mas a bateria foi tensa e devagar. Ele começou bem com aquele 9. Pensei em esperar uma dessas, demorou, mas deu tudo certo. fiquei esperando, esperando. Pensei em dar um aéreo, mas bem no finalzinho veio aquela onda que não tinha muito o que fazer, era tubo ou não era nada - disse Medina ao SporTV.com.

Ian Gouveia pega belo tubo, mas cai na 3ª fase

Um dos melhores tuberiders do Brasil, Ian Gouveia perdeu para Owen Wright um duelo marcado pelo equilíbrio. O pernambucano encontrou um tubo com alto grau de dificuldade em sua segunda onda e navegou em meio à turbulência mostrando técnica apurada no pico. Recebeu um 6.93 pela investida e somou 10.60 pontos. O filho de Fábio Gouveia aguardou até o estouro do cronômetro, mas a natureza não cooperou e ele não teve como reagir. O australiano teve precisão cirúrgica e garantiu 6.67 e 7.10 em suas duas únicas ondas surfadas, vencendo por 13.77 a 10.60.

Confira as baterias da 2ª fase (repescagem):

1: Jordy Smith (AFR) 11.83 x 9.60 Taumata Puhetini (TAH)
2: Owen Wright (AUS) 14.50 x 12.10 Aritz Aranburu (ESP)
3: Ethan Ewing (AUS) 10.06 x 6.56 Filipe Toledo (BRA)
4: Mick Fanning (AUS) 13.00 x 8.16 Josh Kerr (AUS)
5: Frederico Morais (POR) 8.93 x Nat Young (EUA) 10.74
6: Michel Bourez (TAH) 14.97 x Jadson André (BRA) 14.77
7: Sebastian Zietz (HAV) 11.50 x Miguel Pupo (BRA) 2.67
8: Caio Ibelli (BRA) 5.60 x Kanoa Igarashi (EUA) 10.53
9: Conner Coffin (EUA) 12.56 x Stuart Kennedy (AUS) 7.10
10: Jeremy Flores (FRA) 18.77 x Leonardo Fioravanti (ITA) 16.60
11: Bede Durbidge (AUS) 10.50 x Jack Freestone (AUS) 7.27
12: Ezekiel Lau (HAV) 8.03 x Wiggolly Dantas (BRA) 12.57

Terceira fase:

1: Owen Wright (AUS) 13.77 x Ian Gouveia (BRA) 10.60
2: Connor O'Leary (AUS) 14.33 x Jeremy Flores (FRA) 13.27
3: Adriano de Souza (BRA) 9.57 x Wiggolly Dantas (BRA) 13.33
4: Gabriel Medina (BRA) 14.60 x Bede Durbidge (AUS) 13.23
5: Kolohe Andino (EUA) 12.67 x Sebastian Zietz (HAV) 12.27
6: Matt Wilkinson (AUS) 11.57 x Ethan Ewing (AUS) 8.67
7: John John Florence (HAV) 18.70 x Nat Young (EUA) 15.23
8: Michel Bourez (TAH) 12.90 x Conner Coffin (EUA) 13.77
9: Julian Wilson (AUS) 17.46 x Italo Ferreira (BRA) 16.54
10: Joel Parkinson (AUS) 14.40 x Joan Duru (FRA) 16.40
11: Mick Fanning (AUS) 15.90 x Adrian Buchan (AUS) 16.70
12: Jordy Smith (AFS) 15 x Kanoa Igarashi (EUA) 2.46

Quarta fase:

1: Owen Wright (AUS) x Connor O'Leary (AUS) x Wiggolly Dantas (BRA)
2: Gabriel Medina (BRA) x Kolohe Andino (EUA) x Matt Wilkinson (AUS)
3: John John Florence (HAV) x Conner Coffin (EUA) x Julian Wilson (AUS)
4: Joan Duru (FRA) x Adrian Buchan (AUS) x Jordy Smith (AFS)

G1

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