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Quarta-feira, 11 de Julho de 2018

Oito detentos são apontados pela polícia como líderes de quadrilhas desarticuladas em ações em Olinda

As duas quadrilhas desarticuladas na manhã desta quarta-feira (11), em Olinda, no Grande Recife, eram comandadas por presidiários. De acordo com o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Joselito do Amaral, oito dos 14 alvos dos mandados cumpridos pelas Operações Paz na Ilha e Irmandade já estavam em unidades prisionais do estado.

No balanço apresentado após o encerramento das ações, na manhã desta quarta (11), a polícia informou que as duas organizações têm relação com ao menos quatro assassinatos na cidade.

Mulheres estão entre os alvos dos mandados de prisão. Uma delas, alvo da Operação Paz na Ilha, também já estava na cadeia, por causa de tráfico e homicídio.

Revóolver é uma das cinco armas apreendidas durante operações deflagradas em Olinda, nesta quarta-feira (11) (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Revóolver é uma das cinco armas apreendidas durante operações deflagradas em Olinda, nesta quarta-feira (11) (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Segundo o delegado Joselito do Amaral, as operações foram realizadas nos bairros de Jardim Atlântico, Jardim Fragoso, Cidade Tabajara e na comunidade da Ilha do Rato.

Durante os trabalhos, os agentes aprenderam cinco armas de fogo, 3,5 quilos de maconha e um quilo de crack. Segundo Amaral, há relação de parentesco entre os líderes das organizações. “Os líderes e braços armados de uma das organizações eram irmãos e as mulheres tinham ligação com eles”, comentou.

A polícia informou, ainda, que as organizações não agiam em parceria. Também não foi detectada rivalidade entre os grupos. “Cada uma tinha uma área determinada de atuação”, declarou o delegado.

Operações

A Paz na Ilha foi a 27 ª ação de repressão qualificada deste ano, com investigações iniciadas em janeiro. De acordo com a Polícia Civil, 70 delegados, agentes e escrivães participaram da ação.

Já a Operação Irmandade, 28ª ação de repressão qualificada de 2018, cumpriu seis mandados de prisão e dois de busca e apreensão. As investigações, segundo a polícia, começaram em fevereiro de 2018. Ao todo, 70 policiais, entre delegados, agente e escrivães, participaram dos trabalhos.

Os presos e os materiais apreendidos foram levados para o Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), em Afogados, na Zona Oeste do Recife.

G1

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