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Sexta-feira, 06 de Março de 2026

Piastri é o mais rápido e McLaren lidera no TL2 do GP da Austrália

Brasileiro Gabriel Bortoleto, que ficou na nona posição na sessão anterior, terminou em 14º nesta disputa

O australiano Oscar Piastri levou os torcedores da casa ao delírio ao colocar a McLaren no topo da tabela de tempos no segundo treino livre do Grande Prêmio da Austrália nesta sexta-feira (6).

Enquanto isso, a Aston Martin teve um pequeno alívio ao conseguir completar voltas com seus dois carros após problemas anteriores.

Correndo em casa, Piastri registrou a melhor volta no circuito de Albert Park Circuit em 1min19s729 durante uma tarde ensolarada, ficando 0s214 à frente dos pilotos da Mercedes, Kimi Antonelli e George Russell.

Pela Ferrari, Lewis Hamilton foi o quarto mais rápido, seguido pelo companheiro Charles Leclerc, que havia liderado o primeiro treino livre (FP1) com o tempo de 1min20s267.

A nova era de motores da Fórmula 1 começou cercada de cautela e com vários problemas de confiabilidade. No primeiro treino, o safety car virtual foi acionado duas vezes.

Os incidentes continuaram no segundo treino, com drama imediato no pit lane. Russell precisou de um pequeno reparo na parte dianteira do carro após colidir com o estreante de 18 anos da Racing Bulls, Arvid Lindblad, ao sair do box.

“Esse cara acabou de bater na minha asa dianteira”, reclamou Russell pelo rádio da equipe. Ambos os pilotos deveriam ser investigados pelos comissários.

O piloto da Alpine, Franco Colapinto, também será investigado por reduzir bruscamente a velocidade no pit lane, obrigando Hamilton a desviar.

Já Max Verstappen teve problemas ao sair do box da Red Bull Racing: o carro apagou ainda no pit lane. Mais tarde, o piloto também escapou para a brita após travar os pneus na curva 10.

O tetracampeão mundial e vice da temporada passada ficou fora de quase metade da sessão antes de retornar e registrar o sexto melhor tempo.

Atual campeão, Lando Norris melhorou para a sétima posição no segundo treino depois de terminar apenas em 19º no primeiro, prejudicado por um problema no câmbio.

Os novos motores híbridos — com participação muito maior da energia elétrica em comparação com a geração anterior — têm representado uma curva de aprendizado acentuada para os pilotos, exigindo maior controle sobre o uso e a regeneração de energia.

Mesmo assim, Lindblad, único estreante da temporada e o piloto britânico mais jovem da história da F1, chamou atenção pela postura. Ele foi o quinto mais rápido no primeiro treino e terminou em oitavo no segundo, superando o companheiro Liam Lawson.

O brasileiro Gabriel Bortoleto, que ficou na nona posição na sessão anterior, terminou em 14º.

A curva três se mostrou especialmente desafiadora para os pilotos: Russell, Hamilton e Leclerc travaram rodas e escaparam para a brita no local.

Na Aston Martin, o primeiro treino praticamente foi perdido por problemas de confiabilidade. No segundo, Fernando Alonso e Lance Stroll somaram 31 voltas, registrando apenas o 20º e o 21º tempos.

Apesar de Stroll ter ficado seis segundos atrás da volta de Piastri, a sessão foi considerada melhor para a equipe, já que Alonso não participou do primeiro treino e Stroll conseguiu completar apenas três voltas inicialmente.

Os dois pilotos têm limitação de quilometragem devido ao risco de danos permanentes nos nervos provocados pelas vibrações do carro, e o fim de semana da equipe segue ameaçado por falhas nas baterias.

A nova equipe Cadillac também teve um início discreto na categoria. O experiente Sergio Pérez foi apenas o 20º mais rápido no primeiro treino e perdeu a maior parte da segunda sessão por um problema em um sensor.

Quando o mexicano voltou à pista no fim do treino, não conseguiu completar uma volta rápida.

Seu companheiro finlandês Valtteri Bottas também teve desempenho discreto, caindo do 17º lugar no primeiro treino para o 19º no segundo.

As equipes ainda terão um último treino livre no sábado antes do início da classificação.

Persistem dúvidas sobre como o novo regulamento de motores da Fórmula 1 se comportará em condições de corrida. Os primeiros sinais indicam que os carros estão mais lentos: a melhor volta de Piastri no segundo treino foi mais de três segundos mais lenta que o tempo equivalente de Leclerc (1min16s439) em Albert Park no ano passado.

CNN Brasil