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Terça-Feira, 23 de Abril de 2013
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Alerta: Acidentes com Taturanas têm sido registrados em Santa Helena
Depois da invasão de cobras, começam a aparecer as Taturanas em Santa Helena. Elas são comuns e a incidência deste tipo de lagarta é normal, porém é necessário tomar certos cuidados para evitar acidentes.

Somente na tarde desta terça-feira (23), dois casos de acidente com lagartas venenosas foram atendidos pelo PAM de Santa Helena. No caso registrado pelo Correio do Lago, um rapaz teve contato com a lagarta no lote de sua casa e devido a forte dor que sentia, procurou a unidade de saúde, onde foi medicado.

Normalmente esse tipo de ocorrência não causa risco mais sério para a vítima, porém a dor e o desconforto são grandes.

Fotos: Correio do Lago













Veja aqui lagartas tóxicas que você não deve tocar

Na natureza, uma das coisas que os animais aprendem rapidinho é que se alguma coisa “aparece” muito – é muito colorida e chamativa -, provavelmente é tóxica ou de sabor desagradável, ou os dois.

Estas lagartas são todas coloridas, e por uma boa razão: é o aviso que elas gentilmente lhe dão de que são tóxicas.

1 – Taturana gatinho ou taturana cachorrinho

Esta é a mais cabeluda das lagartas, pertence ao gênero Podalia e parece perfeita para bicho de estimação. Mas tocar nela vai lhe garantir uma surpresa tremenda.

Espinhos venenosos ocultos no meio dos pelos se rompem, alojando-se na sua pele e liberando veneno no seu sistema. O que se segue não é agradável: muita dor latejante imediatamente ou nos próximos cinco minutos.

Se os espinhos tocarem seu braço, a dor aparece na região da axila. Pontos eritematosos (com cor de sangue) surgem no local em que o espinho penetrou.

E ainda tem os outros sintomas: dor de cabeça, náusea, vômitos, intenso desconforto abdominal, linfadenopatia, linfadenite, e em alguns casos choque ou estresse respiratório. A dor desaparece em uma hora e os pontos somem em um dia, mas se a dose de veneno for maior, os sintomas podem durar 5 dias.

Em outras palavras, não vale a pena chegar perto desta que é uma das lagartas mais tóxicas da América do Norte.

2 – Lagarta costas-de-sela

Com seu colorido, é fácil de ver e de evitar essa lagarta da família Limacodidae; mas, se você tiver o azar de tocar nela, seus espinhos carnosos secretarão veneno. A dor que você vai sentir é parecida com a de uma picada de abelha, mas ainda terá inchaço, náusea e erupções que vão durar dias.

Provavelmente, é a segunda lagarta mais venenosa nas América do Norte e Central. As lagartas dessa família são popularmente conhecidas como “lagartas-lesma”.

3 – Lagarta rosa ferroante

Um nome fantástico para uma lagarta de aspecto fantástica, a rosa ferroante é encontrada em florestas do leste dos EUA, não tem mais que 2,5 cm de comprimento e é bem colorida. Também pertence à família Limacodidae.

Mas o que mais chama a atenção são as protuberâncias espinhosas amarelas e vermelhas nas suas laterais. Se você tocar nesses espinhos, a ponta quebra e você vai ter irritação na pele no mesmo nível da lagarta costas-de-sela.

Ela é tóxica, mas considerada importante ao seu ecossistema. A lagarta que se transforma em uma mariposa verde e marrom é considerada uma espécie cuja conservação causa preocupação.

4 – Lagarta Euclea delphinii

Outra da família Limacodidae. Esta lagarta não causa tanta preocupação de segurança, pelo menos não para os seres humanos, apesar de causar erupções se você tocá-la. O inchaço é causado pelas protuberâncias espinhosas, com espinhos chamados de ‘caltrop’ (“estrepe” ou “miguelito”).

Estas lagartas de cerca de 2 cm são encontrados em carvalhos e salgueiros, bem como em cerejeiras, faias e bordos, e outras árvores decíduas.

5 – Lagarta da mariposa Cinnabar

Algumas lagartas adquirem toxicidade através das plantas que ingerem. Este é o caso da lagarta Cinnabar, que se alimenta de plantas tóxicas, geralmente a tasna ou tasneira.

Só que a lagarta em si não também é inocente: seus pelos causam erupções e, se você for sensível, dermatite urticária, asma atópica, coagulopatia de consumo, falência renal, e hemorragia cerebral.

Em resumo, é bom manter distância da tasneira e da lagarta que come ela.

6 – Lagarta Ochrogaster lunifer



Da mesma forma que a processionária do pinheiro, essas lagartas vivem em um saco de seda, saindo à noite para se alimentar em procissão. Entretanto, são um pouco mais perigosas à saúde que as primeiras.

O veneno que sai destas agulhas é um anti-coagulante potente, o que significa que tudo que tocar esta lagarta corre o risco de sangrar profusamente (em alguns casos até a morte) de qualquer cortezinho (até mesmo sangramento interno).

7 – Lagarta da Mariposa Io

Encontrada do Canadá à Flórida, a lagarta da mariposa io pode ser encontrada em todo o Estados Unidos, o que é uma coisa boa se você quiser conferir de perto esses animais verdes com espinhos em forma de pom-pom. Mas lembre-se, não os toque. Os pequenos espinhos, por menor que sejam, tem um veneno que pode causar uma coceira dolorida, ou até mesmo dermatite.

Essa lagarta da família Saturniidae, subfamília Hemileucinae, gênero Automeris também pode ser encontrada no Brasil.



8 – Lagarta Lophocampa caryae

Essa lagarta da família Arctiidae parece estar vestida com um casaco peludo para o inverno. A maior parte dos pelos que cobre esta espécie é relativamente inofensiva, mas os quatro longos pelos pretos, dois na frente e dois atrás, devem ser mantidos à distância.

Tocar estes pelos pode causar erupções ou problemas médicos mais sérios se você conseguir fazer com que eles toquem seus olhos. E como se os pelos tóxicos não fossem ruins o suficiente, aparentemente elas também mordem.

Como curiosidade, esta é mais uma espécie que adquire a toxicidade a partir de seu alimento preferido: alguns tipos de nozes. Elas também se alimentam de outras árvores, como o carvalho e a faia, o olmo e freixo.

9 – Taturana assassina

Todos aqueles espinhos não são de brincadeira, são um aviso. Conhecidas simplesmente como taturana ou manduruvá, basta encostar nela que seu veneno anti-coagulante causa dores de cabeça, febre e vômito. Se a pessoa não for tratada, pode sofrer de hemorragia interna massiva, falência renal e hemólise.

O veneno é tão potente que tem sido estudado extensivamente por pesquisadores médicos para criar um produto farmacêutico equivalente que evite os coágulos (causadores de tromboses) e outros problemas de saúde.

10 – Lagarta da mariposa do cedro branco

Esta é uma lagarta a ser evitada. Parecendo um pequeno cactus que se move, ela é um problema regular na Austrália.

Os pelos da lagarta podem causar reações alérgicas de coceiras em algumas pessoas, mas não é só isto; a lagarta costuma viver em grandes comunidades que atacam em bando uma única árvore de cada vez, comendo até a última folha antes de passar para outra árvore.

Se a árvore estiver no quintal da casa de alguém, quando chega a hora de trocar de árvore, a lagarta, que também faz procissão, pode entrar nas casas, aumentando as chances de acidentes.

11 – Lagarta da mariposa Buck

Pela quantidade de espinhos que ela tem, não dá vontade de encostar nessa lagarta. E é bom mesmo não fazer isso mesmo, pois cada espinho está ligado a uma glândula de veneno, e tocar a lagarta não só vai fazer você sentir coceira ou sensação de queimação, como pode também causar náuseas.

Fique atento a estas lagartas nos troncos de carvalhos e salgueiros, da primavera até o meio do verão, nos Estados Unidos.


Mais Informações

Insetos da ordem Leptodoptera (borboletas e mariposas) são considerados holometábolos, ou seja, durante o seu período de desenvolvimento ocorre uma completa metamorfose entre o período larval e o adulto. Essa metamorfose é dividida em 4 fases: ovo, larva, pupa ou crisálida e adulto ou imago. Embora as cerdas de algumas espécies adultas de lepidópteros possam causar dermatites, são as lagartas as responsáveis pelos acidentes mais graves.

A importância das lagartas de mariposas (lepidópteros) em saúde pública se deve aos efeitos causados pelo contato das cerdas de algumas espécies que contêm toxinas. No Brasil, as espécies que mais causam acidentes pertencem às famílias Megalopygidae (megalopigídeos) e Saturniidae (saturnídeos). Os megalopigídeos (lagarta-de-fogo, taturana-cachorrinho, taturana-de-flanela, bicho-cabeludo) têm cerdas longas e inofensivas que se assemelham a pelos, com coloração que varia entre cinza, vermelho e marrons, e que escondem as verdadeiras cerdas de veneno que são menores e robustas. Têm hábitos solitários, sendo o acidente comumente causado por um único exemplar. Já os saturnídeos possuem espinhos pontiagudos sobre o dorso, com evaginações do tegumento e ramificações laterais, que contêm as glândulas de veneno. São geralmente de colorido verde, marrom ou preto, com desenhos variados no tegumento. De hábitos gregários, vivem em árvores nativas e frutíferas, onde muitas vezes se camuflam e o contato se faz, em geral, com vários exemplares.

Destaca-se entre os saturnídeos o gênero Lonomia, único responsável por envenenamento sistêmico, diferentemente das demais lagartas que causam apenas quadro local benigno. De ocorrência rara até a década de 1980, os acidentes hemorrágicos por lagartas do gênero Lonomia ganharam destaque pelo surgimento na região Sul do país, embora casos esporádicos já fossem descritos na Amazônia. Nos últimos 4 anos todos os estados brasileiros tiveram ao menos um caso de acidente lonômico, exceto Roraima, Rio Grande do Norte e Pernambuco, além de países vizinhos da América do Sul, principalmente em áreas de floresta. Os estados mais afetados são Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais e São Paulo. Complicações graves decorrentes de hemorragia sistêmica podem levar a óbito, o que torna fundamental a soroterapia precoce. O Brasil é o único país produtor do soro antilonômico, específico para o tratamento do envenenamento sistêmico causado por essas lagartas.


Informações gerais

1. O que é?

A lagarta (taturana, marandová, mandorová, mondrová, ruga, oruga) é uma das fases do ciclo biológico de um lepidóptero (mariposas e borboletas). Embora sejam encontradas várias espécies na natureza, as lagartas do gênero Lonomia são as que têm maior relevância para a saúde pública, pois podem ocasionar acidentes graves, e mesmo mortes, pela inoculação do veneno no organismo, através do contato das cerdas urticantes com a pele.

2. Qual o microrganismo envolvido?

Não se aplica.

3. Quais os agentes envolvidos?

Os megalopigídeos (lagartas “cabeludas”) são geralmente solitárias e não-agressivas, de 1 a 8 cm de comprimento, possuem “pelos” dorsais longos e sedosos de colorido variado (castanho, branco, negro, róseo) camuflando as verdadeiras cerdas pontiagudas e urticantes. Os saturnídeos (lagartas “espinhudas”) vivem em grupos, possuem cerdas urticantes em forma de espinhos semelhantes a pequenos pinheiros verdes distribuídos no dorso da lagarta, não possuindo pelos sedosos. A Lonomia geralmente tem coloração marrom esverdeada, com várias formações brancas em forma de “U” ao longo da parte superior (dorsal) do corpo.

4. Quais os sintomas?

Normalmente os acidentes com lagartas ocorrem quando o indivíduo toca o animal, ao se encostar-se a locais onde estas se encontram (em geral tronco de árvores), ou a espreme ao manusear a vegetação. O contato com as cerdas pontiagudas faz com que o veneno contido nos "espinhos" seja injetado na pessoa. A dor na maioria dos casos é violenta, irradiando-se do local da "queimadura" para outras regiões do corpo. No caso da Lonomia, algumas vezes aparecem complicações, como sangramento na gengiva e aparecimento de sangue na urina.

5. Como se transmite?

Não se aplica.

6. Quais os primeiros socorros em caso de acidente?

Lavar o local da picada com água fria ou gelada e sabão; não fazer torniquete ou garrote, não furar, não cortar, não queimar, não espremer, não fazer sucção no local da ferida e nem aplicar folhas, pó de café ou terra sobre ela para não provocar infecção; não ingerir pinga, querosene, ou fumo; levar o indivíduo imediatamente ao serviço de saúde mais próximo para que possa receber o tratamento em tempo.

7. Como tratar?

Dependendo da lagarta, os sintomas podem tratados com medidas para alívio da dor, como compressas frias ou geladas; nos casos de suspeita de acidente com Lonomia, o paciente deve ser levado ao serviço de saúde mais próximo para se avaliar a necessidade de soroantilonômico.

8. Como se prevenir?

Ao coletar frutas no pomar, realizar atividades de jardinagem ou em qualquer outra em ambientes silvestres, observar bem o local, troncos, folhas, gravetos antes de manuseá-los, fazendo sempre o uso de luvas para evitar o acidente. A incidência maior de acidentes deve-se ao desmatamento, queimadas, extermínio de predadores naturais, loteamentos sem planejamento e sem avaliação do impacto ecológico que isto acarreta, obrigando a procura destas espécies por outros ambientes para sobreviver e onde se dá o contato com o homem.

 

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