Brasil | Criados por IA não podem
Sábado, 02 de Maio de 2026
Academia determina que atores e roteiros criados por IA não podem concorrer ao Oscar
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou, na última sexta-feira (01), novas diretrizes que restringem a elegibilidade aos prêmios Oscar exclusivamente a seres humanos. As regras, que já valerão para a cerimônia de março de 2027, deixam claro que tanto a atuação quanto o roteiro dos filmes inscritos devem possuir autoria humana, visando proteger a integridade da indústria cinematográfica frente ao avanço da inteligência artificial generativa.
A decisão surge em um momento de crescente alarme no setor de entretenimento, onde profissionais temem a substituição de mão de obra por tecnologias de baixo custo. A polêmica ganhou força após a estreia de Tilly Norwood, uma atriz gerada inteiramente por IA, cujo produtor destacou o interesse de grandes estúdios na tecnologia. O caso provocou uma reação imediata do sindicato de atores SAG-AFTRA, que vê na prática uma ameaça direta aos trabalhadores da categoria.
Uso de ferramentas e verificação de autoria
De acordo com o comunicado da Academia, o uso de ferramentas de IA não está totalmente proibido no processo de produção, mas o resultado final de atuação ou escrita não pode ser sintético. Um ator como Norwood, por exemplo, não poderá ser indicado em nenhuma categoria de atuação. No caso dos roteiros, a exigência de "autoria humana" será rigorosa, e a organização poderá solicitar informações detalhadas e verificações adicionais para garantir que os textos enviados não foram gerados por máquinas.
As alterações refletem a tentativa da indústria de estabelecer limites éticos e artísticos em um cenário tecnológico em rápida evolução. Ao exigir a comprovação de autoria humana, a Academia busca reafirmar o valor do esforço criativo e da interpretação pessoal, elementos considerados fundamentais para a premiação máxima do cinema mundial.
Fonte: Agência Brasil








