Esporte | Vida fácil ?

Terça-feira, 14 de Julho de 2026

Argentina teve vida fácil na Copa? Veja caminho e polêmicas até a semifinal

Argentina teve vida fácil na Copa? Veja caminho e polêmicas até a semifinal

Entre as quatro seleções semifinalistas da Copa do Mundo, a Argentina é a que enfrentou equipes em piores posições no ranking da Fifa. Mais do que um direcionamento por um caminho mais simples, para isso os atuais campeões contaram com a sorte e com a incompetência de adversários que eram vistos como favoritos.

Com base no último ranking da Fifa antes do início do Mundial, os seis adversários argentinos até agora têm ranking médio de 38,3 – nenhum confronto foi contra qualquer uma dos 15 mais bem posicionados.

Ranking médio dos rivais de cada semifinalista:

  1. Espanha: 30,3
  2. França: 31,5
  3. Inglaterra: 34,8
  4. Argentina: 38,3

Número baseado na média das posições do ranking da Fifa de cada um dos adversários das seleções. Quanto menor o número, melhor o posicionamento médio dos rivais.

Por esse critério, o melhor rival da Argentina foi a Suíça, nas quartas, 19ª colocada no ranking de 11 de junho – o pior foi Cabo Verde (67º), derrotado apenas na prorrogação da segunda fase.

Na fase de grupos, a Argentina enfrentou Argélia (28ª), Áustria (24ª) e Jordânia (63ª). Depois de eliminar Cabo Verde, encarou o Egito (29º) e, na sequência, a Suíça.

Adversária do time de Lionel Scaloni na semi, a Inglaterra teve rivais com ranking médio de 34,8. Na outra chave, França e Espanha enfrentaram equipes mais bem posicionadas, em média: 31,5 e 30,3, respectivamente.

Mas o caminho argentino poderia ter sido mais complicado. A seleção foi uma das líderes de grupo que enfrentaram o segundo colocado de outra chave – e não um dos melhores terceiros.

As previsões indicavam que o mata-mata da Argentina começaria contra o Uruguai (16º no ranking); Portugal (5º) ou Colômbia (13º) eram possibilidades nas quartas; além da Inglaterra (4ª), o Brasil (6º) também poderia ser um desafiante nas semifinais.

Pedras pelo caminho e polêmicas

Para chegar entre os quatro melhores, mesmo contra rivais teoricamente mais frágeis, os argentinos tiveram dificuldades, sofreram e ainda carregam o estigma de terem sido beneficiados por erros de arbitragem.

O primeiro teria acontecido logo na estreia, quando Messi fez uma falta em que pisa na perna de um argelino, mas não é expulso – ele marcaria três gols naquela partida.

Nas oitavas, contra o Egito, a épica virada com um gol no fim depois de estar perdendo por 2 a 0 contou com a intervenção do VAR, que anulou o que seria o terceiro gol egípcio por causa de uma falta no início da jogada. Depois, um dos gols da Argentina gerou reclamação da equipe africana, que também queria uma falta na dividida que gerou o contra-ataque.

 Eu estava dizendo que talvez ele (o árbitro) tivesse um placar em mente. Talvez ele tenha algo a esconder. Quem tem algo a esconder, às vezes falha em esconder o que está escondendo. Isso foi exatamente o que eu senti durante aquela conversa – disse o técnico do Egito, Hossam Hassan, após aquela partida.

Sobre esses lances, o chefe da arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, declarou concordar com as marcações dos árbitros.

Também houve polêmica contra a Suíça. Pouco depois dos europeus empatarem no segundo tempo, o juiz marcou uma falta de Paredes em Embolo e advertiu o argentino com cartão amarelo.

O VAR, porém, apontou um erro: não tinha sido falta, e Embolo deveria receber o amarelo por simulação – foi o segundo dele, o que gerou sua expulsão.

Foram partidas difíceis para Argentina, que precisou da prorrogação para vencer Cabo Verde e Suíça e só virou contra o Egito nos instantes finais da partida.

O duelo contra a Inglaterra está marcado para quarta-feira, 16h (de Brasília), no estádio de Atlanta.

GE