Notícias da Região | Ataque
Segunda-feira, 25 de Maio de 2026
Ataque de onça provoca a morte de 34 ovelhas em propriedade rural de Assis Chateaubriand
Imagens de segurança flagraram a invasão do felino na comunidade São Pedro do Piquiri; especialista explica que animal entrou em "frenesi de caça" devido ao confinamento e correria
Um ataque de onça-parda assustou moradores da comunidade São Pedro do Piquiri, na área rural de Assis Chateaubriand, no Oeste do Paraná. O incidente, registrado por câmeras de monitoramento na noite de sábado (23), resultou na morte de 34 ovelhas que estavam confinas em um recinto.
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As imagens do circuito interno de segurança mostram o momento exato em que o felino invade o local. No vídeo, os ovinos aparecem correndo desesperados para tentar fugir do predador. Devido à alta quantidade de carcaças, o proprietário da criação precisou utilizar uma retroescavadeira para remover os animais mortos do aprisco.
Explicação científica: o "frenesi de caça"
A quantidade expressiva de ovelhas mortas chamou a atenção da comunidade, já que a maioria delas não foi consumida pelo felino. De acordo com a bióloga Yara Barros, coordenadora do Projeto Onças do Iguaçu, o comportamento do animal silvestre é justificado por um fenômeno biológico conhecido como "frenesi alimentar" ou "frenesi de caça".
"A onça entra em um local fechado, com vários animais correndo, e acaba ficando agoniada, com uma descarga muito grande de adrenalina. Mesmo sem comer todos os animais, ela acaba matando", esclareceu a especialista. Muitas das ovelhas morreram em decorrência do próprio estresse físico (susto) e do esmagamento gerado pela correria e pelo confinamento.
Orientações para produtores rurais
O caso reacendeu o alerta em toda a região Oeste sobre a convivência entre propriedades rurais e grandes felinos nativos da região. Para evitar novos prejuízos e proteger os rebanhos, a bióloga reforçou a importância do manejo preventivo nas fazendas e sítios.
"O aprisco precisa ser totalmente fechado para impedir a entrada de predadores. Recolhendo os animais à noite em um lugar protegido, praticamente se elimina 100% do risco de predação", orientou Yara Barros.
Com informações de CATVE








