Notícias da Região | Fenômeno climático

Sexta-feira, 29 de Maio de 2026

Céu laranja no outono e inverno pode revelar poluição escondida e efeito da inversão térmica

O céu alaranjado observado em fins de tarde durante o outono e o inverno, especialmente em períodos de tempo seco, pode ir além de um simples espetáculo visual. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a coloração intensa e a névoa acinzentada próximas à superfície podem indicar a concentração de poluentes na atmosfera, provocada pelo fenômeno da inversão térmica.

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De acordo com meteorologistas do Simepar, em condições normais o ar quente próximo ao solo sobe e permite a dispersão dos poluentes. Já na inversão térmica, uma camada de ar frio permanece próxima à superfície, impedindo essa circulação vertical e aprisionando partículas poluentes e materiais em suspensão próximos ao nível em que as pessoas respiram.

O fenômeno é mais comum no outono e inverno, principalmente durante a madrugada e o início da manhã, quando massas de ar frio predominam. Nessas situações, a dispersão dos poluentes só volta a ocorrer com o aquecimento ao longo do dia, geralmente entre o final da manhã e a tarde.

Além da questão ambiental, o acúmulo dessas partículas pode afetar a saúde, especialmente de pessoas com doenças respiratórias, e reduzir a visibilidade em áreas urbanas, gerando a chamada névoa seca.

O céu laranja, por sua vez, é resultado da forma como a luz solar interage com a atmosfera. Nos períodos em que o sol está mais baixo no horizonte, a luz percorre um caminho maior, dispersando as cores azuladas e permitindo que tons avermelhados e alaranjados se destaquem. Quando há maior concentração de poluentes, esse efeito pode ser ainda mais intenso, tornando o pôr do sol mais vibrante, e ao mesmo tempo, um alerta invisível sobre a qualidade do ar.

Simepar

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