Internacionais | Vazamento de metano

Quarta-feira, 29 de Abril de 2026

Cientistas identificam vazamento de metano em escala inédita no Ártico

 Uma expedição oceanográfica internacional detectou colunas gigantescas de metano sendo liberadas do leito marinho em uma região específica do Oceano Ártico. O fenômeno, descrito como uma "ebulição" de gás, ocorre devido ao aquecimento das águas profundas, que derrete os hidratos de metano anteriormente congelados sob o solo oceânico. O metano é considerado um gás de efeito estufa muito mais potente que o dióxido de carbono no curto prazo, o que acende um alerta sobre o aceleramento do aquecimento global.

Especialistas em clima argumentam que esse tipo de liberação de gases pode criar um ciclo de retroalimentação perigoso, onde o calor libera mais gás, gerando ainda mais calor na atmosfera. Grupos de pesquisa reclamam da falta de sensores permanentes na região para monitorar essas emissões de forma contínua e precisa ao longo de todo o ano. A descoberta foi realizada com o auxílio de sonares de alta frequência e veículos subaquáticos operados remotamente, que mapearam a extensão do vazamento em áreas antes consideradas estáveis.

O relatório da missão será enviado à Organização das Nações Unidas para embasar novas diretrizes sobre a proteção de áreas polares e a urgência de cortes nas emissões globais. Ativistas ambientais argumentam que os dados são uma prova irrefutável de que as metas atuais de preservação são insuficientes para conter as mudanças drásticas no ecossistema ártico. A comunidade científica agora foca em determinar se outros pontos do leito marinho polar estão apresentando o mesmo comportamento de liberação gasosa em larga escala.

Fonte: G1