Internacionais | Trabalho escravo
Sexta-feira, 05 de Junho de 2026
Críticas dos Estados Unidos ao combate ao trabalho escravo no Brasil
O governo do presidente Donald Trump incluiu o Brasil em uma lista de 60 nações que, segundo a avaliação americana, falham em proibir a importação de produtos originados por meio de trabalho forçado. A medida, anunciada nesta semana, propõe a aplicação de sobretaxas de até 12,5% sobre bens importados brasileiros, sob a justificativa de que o país não possui legislação eficaz para fiscalizar toda a cadeia produtiva de seus exportadores.
Apesar da sanção, o modelo brasileiro de combate ao trabalho análogo à escravidão é amplamente reconhecido internacionalmente pela eficácia na combinação de fiscalização punitiva e assistência direta às vítimas. Especialistas apontam que a decisão dos Estados Unidos, baseada em investigações do Escritório de Comércio americano, visa proteger a concorrência de empresas locais contra o que o governo Trump classifica como prática desleal de mercado.
O governo brasileiro avalia agora os impactos da medida e estuda caminhos diplomáticos para reverter a classificação, que também afeta grandes parceiros comerciais como China e União Europeia. A implementação definitiva das sobretaxas ainda depende de um rito de aprovação final pelo presidente americano, o que mantém o setor exportador em alerta sobre as possíveis consequências nas relações comerciais de longo prazo.
Fonte: G1








