Esporte | Fluminense
Sábado, 20 de Junho de 2026
De Castilho a Paulo Victor: Fluminense é o clube que mais revelou goleiros para o Brasil em Copas do Mundo
Tricolor chegou a ter seus goleiros titular e reserva convocados para a mesma Copa. Ao mesmo tempo, são seis nomes chamados ao longo da história
Mesmo sem ter atletas convocados para a seleção brasileiro na Copa do Mundo de 2026, o Fluminense mantém uma importante tradição: a de ter mais goleiros convocados para o Brasil na história dos Mundiais. São seis no total, separados em nove convocações. O ge mostra o perfil de cada um deles.
São eles Velloso (1930), Batatais (1938), Castilho (1950, 1954, 1958 e 1962), Veludo (1954), Félix (1970) e Paulo Victor (1986). Ao mesmo tempo, o Fluminense traz um fato importante: é o único clube brasileiro na história a ter seu goleiro titular e reserva convocado — Castilho e Veludo, em 1954.
Batatais
O goleiro jogou pelo Fluminense entre 1935 e 1946 e foi convocado para uma Copa do Mundo nesse período: a da França em 1938. Ele foi titular na estreia, na vitória por 6 a 5 sobre a Polônia, mas perdeu a posição para Walter di segundo jogo em diante. Ficou no banco no empate por 1 a 1 com a Tchecoslováquia, na vitória por 2 a 1 no jogo de desempate contra os tchecos e na derrota por 2 a 1 para a Itália na semifinal. Voltou a ganhar chance na última partida, na vitória por 4 a 2 sobre a Suécia na disputa do 3º lugar.
Castilho
Considerado o maior ídolo da história do Fluminense, o goleiro atuou pelo clube entre 1947 a 1965 e foi convocado para quatro Copa do Mundo nesse período (é um dos brasileiros com mais Copas do Mundo no currículo). Em 1950, no Brasil, foi reserva de Barbosa e ficou no banco em todos os 6 jogos do vice-campeonato mundial. Sua oportunidade de ser titular em um Mundial surgiu em 1954, na Suíça: ele jogou na vitória por 5 a 0 sobre o México, no empate em 1 a 1 com a antiga Iugoslávia e na derrota por 4 a 2 para a Hungria do craque Puskas, quando a Seleção foi eliminada nas quartas de final. Depois, tanto em 1958, na Suécia, quanto em 1962, no Chile, Castilho foi reserva de Gilmar nos seis jogos das campanhas do primeiro e segundo títulos mundiais do Brasil.
Félix
Goleiro histórico do Fluminense, jogou pelo clube entre 1968 e 1978 e foi convocado para uma Copa do Mundo nesse período: a do México em 1970. Ele foi titular em todos os seis jogos na campanha do tricampeonato mundial do Brasil com defesas salvadoras, como por exemplo na vitória por 1 a 0 sobre a Inglaterra: o placar ainda estava em branco quando Francis Lee cabeceou para defesa elástica de Félix, que ainda teve rápida reação para pegar o rebote e sofrer falta do atacante inglês. É considerado um dos maiores goleiros a vestir a amarelinha.
Paulo Vitor
O goleiro jogou pelo Fluminense entre 1981 e 1988 e foi convocado para uma Copa do Mundo nesse período: a do México em 1986. Ele foi como reserva de Carlos e não entrou em campo nos cinco jogos até a eliminação para a França nos pênalti nas quartas de final.
Velloso
O goleiro atuou pelo Fluminense entre 1928 e 1935 e foi convocado para uma Copa do Mundo nesse período: a do Uruguai em 1930, a primeira edição do torneio na história. Ele foi reserva de Joel na estreia, na derrota por 2 a 1 para a antiga Iugoslávia, mas ganhou a vaga de titular no segundo jogo, na goleada por 4 a 0 sobre a Bolívia. Na época só um se classificava, e o Brasil acabou eliminado.
Veludo
O goleiro defendeu o Fluminense de 1949 a 1956 e foi convocado para uma Copa do Mundo nesse período: a da Suíça em 1954. Ele foi reserva do também tricolor Castilho nos três jogos até a eliminação nas quartas de final, ao perder por 4 a 2 da Hungria do craque Puskas. Esta é, até hoje, a única vez na história das Copas que dois goleiros foram convocados de um mesmo clube.
Portal G1








