Internacionais | Pedido de desculpas
Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2026
Ex-presidente sul-coreano pede desculpas um dia após condenação à prisão perpétua
Yoon Suk Yeol lamentou a situação 'apesar da determinação em salvar a nação'. Neste caso, a promotoria pedia pena de morte.
O ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol pediu desculpas nesta sexta-feira (19), um dia após condenação à prisão perpétua por golpe de Estado.
Yoon pediu desculpas pelas "dificuldades" causadas por seu decreto de lei marcial de 2024.
"Peço profundas desculpas ao povo pela frustração e pelas dificuldades que causei, devido às minhas próprias falhas, apesar da minha determinação em salvar a nação", disse Yoon em um comunicado divulgado por meio de seu advogado.
O ex-presidente foi condenado nesta quinta-feira (19) à prisão perpétua por golpe de Estado. A Justiça considerou Yoon culpado por liderar uma insurreição na declaração de lei marcial que mergulhou o país em uma crise política.
A promotoria pedia pena de morte para o caso, sob o argumento de que Yoon merecia a punição porque não demonstrou "remorso" por ações que ameaçaram a "ordem constitucional e a democracia".
Mesmo se fosse aceita a pena de morte, era altamente improvável que a sentença fosse executada, já que a Coreia do Sul mantém uma moratória não oficial sobre execuções desde 1997.
Presidente afastado da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, dá depoimento em primeira audiência de julgamento por lei marcial em 20 de fevereiro de 2025. — Foto: ONG KYUNG-SEOK/Pool via REUTERS
Presidente afastado da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, dá depoimento em primeira audiência de julgamento por lei marcial em 20 de fevereiro de 2025. — Foto: ONG KYUNG-SEOK/Pool via REUTERS
O ex-líder alega que a declaração da lei marcial foi um exercício legal de sua autoridade presidencial.
Durante os julgamentos, ele insistiu que "o exercício dos poderes constitucionais de emergência de um presidente para proteger a nação e manter a ordem constitucional não pode ser considerado um ato de insurreição".
Yoon acusa o então partido da oposição de ter imposto uma "ditadura inconstitucional" ao controlar o Legislativo.
Em sua opinião, "não havia outra opção a não ser despertar o povo, que é soberano".
A defesa do ex-presidente afirmou que a decisão "apenas confirmou um roteiro pré-escrito" e que "não é baseada em evidências no caso". O advogado disse que irá discutir com Yoon se deve recorrer à decisão.
Outras condenações
Em janeiro, Yeol foi condenado a cinco anos de prisão por crimes relacionados à obstrução da justiça.
A condenação foi o desfecho do primeiro de oito julgamentos criminais aos quais Yoon responde na Justiça sul-coreana — o ex-presidente foi acusado de tentativa de golpe ao impor a lei marcial na Coreia do Sul em dezembro de 2024 (relembre abaixo).
A sentença é menor do que os dez anos de prisão solicitados pela Promotoria contra o ex-líder conservador de 65 anos, cuja tentativa de golpe contra o Parlamento mergulhou o país em uma crise política que levou à sua destituição do cargo.
Fonte: G1








