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Quarta-feira, 08 de Abril de 2026
Filho é suspeito de matar o assassino da mãe 10 anos após a morte dela em MG
Glauciane Cipriano foi morta com 20 facadas em 3 de julho de 2016, na frente do filho, então com 9 anos. Em 31 de março, o filho dela, Marcos Antônio da Silva Neto, matou Rafael Garcia Pedroso, condenado pelo assassinato da mulher, em Frutal, no Triângulo Mineiro.
Marcos Antônio da Silva Neto, de 19 anos, é suspeito de matar Rafael Garcia Pedroso, de 31, condenado pelo assassinato de sua mãe, dez anos após o crime, em Frutal, no Triângulo Mineiro. Rafael foi baleado com cinco tiros em frente à Unidade Básica de Saúde (UBS) Carlos Alberto Vieira, no bairro Novo Horizonte, em 31 de março. O suspeito está foragido.
De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado pela Polícia Militar (PM), Marcos monitorava Rafael desde que ele deixou a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) no dia 15 de janeiro. Rafael cumpria pena na Apac pela morte da mãe do suspeito com 20 facadas em 2016.
No dia 31 de março, Rafael estava em frente à UBS quando foi surpreendido por Marcos, que disparou várias vezes em suas costas. A vítima aguardava a esposa ser atendida no local.
De acordo com a Polícia Civil, Marcos é procurado desde o dia do crime.
Em nota, o advogado do suspeito, José Rodrigo de Almeida, informou que a defesa adotou postura colaborativa para viabilizar a apresentação espontânea de Marcos para que ele confessasse o crime. No entanto, não ocorreu pois foi informado pela Polícia Civil de que a apresentação precisa ser previamente combinada e comunicada oficialmente à delegacia responsável, para garantir a organização dos procedimentos e o bom andamento das diligências. Leia a nota completa abaixo.
Ao g1, a Polícia Civil esclareceu que, segundo entendimento dos tribunais superiores, o fato de o investigado se apresentar espontaneamente não impede a decretação de prisão, caso estejam presentes os requisitos legais.
Assim, a intenção de se apresentar não afasta a possibilidade de cumprimento de medida cautelar já solicitada, nem dispensa o alinhamento prévio com a Polícia Civil, que é essencial para garantir a ordem pública, a eficácia das investigações e a aplicação da lei.
Vítima matou mãe de suspeito 10 anos antes
Segundo o processo que trata do assassinato da mãe de Marcos, Glauciane Cipriano, o crime ocorreu no dia 3 de julho de 2016. Na ocasião, Rafael matou sua até então companheira ao esfaqueá-la cerca de 20 vezes.
O caso ocorreu durante a abertura da ExpoFrutal, quando o casal e amigos participavam de um churrasco com consumo de bebidas alcoólicas. De acordo com as investigações, após a mulher sair para deixar um dos filhos com a madrinha, o suspeito, movido por ciúmes, a perseguiu.
Já de volta ao local da confraternização, ele questionou a demora da vítima e, em seguida, a atacou de forma repentina enquanto ela estava sentada. Segundo a sentença, não houve chance de defesa de Glauciane e crime ocorreu na frente de Marcos, que na época tinha 9 anos.
Testemunhas ainda tentaram impedir a agressão, mas não conseguiram. A condenação aponta que o homicídio foi cometido por motivo fútil, com uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, no contexto de violência doméstica e familiar.
G1








