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Quinta-feira, 12 de Março de 2026

Irã faz novos ataques a instalações de petróleo no Golfo; VÍDEO mostra incêndio em depósito de combustível no Bahrein

O Irã lançou nesta quinta-feira (12) uma nova onda de ataques contra as infraestruturas petrolíferas e energéticas dos países do Golfo Pérsico em meio à guerra que trava com os Estados Unidos e Israel.

O regime iraniano tem intensificado seus bombardeios contra infraestruturas energéticas e refinarias de petróleo de países do Golfo, feitos em retaliação à presença de bases militares norte-americanas no Oriente Médio.

O Bahrein denunciou um ataque iraniano contra depósitos de combustível e pediu aos moradores que permaneçam em suas casas devido à fumaça provocada pelas chamas. O ataque causou um incêndio de grandes proporções, e bombeiros foram acionados para conter as chamas (veja no vídeo acima).

O governo do Bahrein acusou o Irã pelo ataque. A instalação fica na região de Al Muharraq, vizinha ao aeroporto internacional de Manama, no nordeste da ilha.

Já em Omã, os depósitos de combustíveis do porto de Salalah também sofreram um incêndio na quarta-feira após um ataque com drones, segundo a agência de notícias AFP.

O governo da Arábia Saudita denunciou um novo ataque com drones contra o campo de petróleo de Shaybah, no leste do país.

A guerra, iniciada em 28 de fevereiro com os bombardeios de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, adquiriu uma dimensão regional e ameaça o abastecimento mundial de petróleo, já que o tráfego foi paralisado no estratégico Estreito de Ormuz.

Ataque no Iraque
Um ataque executado nesta quinta-feira contra dois petroleiros perto da costa do Iraque, cuja origem ainda é desconhecida, deixou pelo menos um morto. As equipes de emergência ainda procuram vários desaparecidos, segundo a autoridade portuária.

A televisão estatal iraquiana exibiu imagens de um grande incêndio em um navio.

Um porta-contêineres também foi atingido nas últimas horas por um "projétil desconhecido" na costa dos Emirados Árabes Unidos, o que provocou um "pequeno incêndio" a bordo, segundo a agência marítima britânica (UKMTO). Três navios foram atacados na quarta-feira.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia prometido que em breve reinaria uma "grande segurança" na região do Estreito de Ormuz, uma via por onde transita 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL).

Ele também assegurou que "28 navios instaladores de minas" iranianos foram atacados, já que um dos principais temores da comunidade internacional é a presença de explosivos submarinos na passagem de Ormuz.

Sinais contraditórios
O Irã está "perto da derrota", afirmou o presidente dos Estados Unidos na quarta-feira à noite, ao final de um dia marcado por sinais contraditórios sobre suas intenções.

Ele repetiu que a guerra terminaria "em breve", afirmou que "praticamente não restava nada para atacar" no Irã e que a operação militar americana estava "muito adiantada" em relação ao calendário previsto.

O jornal The New York Times informou, com base em fontes do Congresso, que a primeira semana de guerra custou aos Estados Unidos mais de 11 bilhões de dólares.

A duração dos confrontos, no entanto, parece incerta. Israel, que apoia Washington neste conflito, não estabeleceu "nenhum limite de tempo" e afirma que ainda dispõe de uma "ampla reserva de alvos".

Por sua vez, a Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, anunciou que está determinada a seguir com uma longa campanha para forçar a retirada das forças dos Estados Unidos com o bombardeio de interesses ocidentais na região.

Ali Fadavi, representante da força de elite, ameaçou com uma "guerra de desgaste", capaz de "destruir toda a economia americana e mundial".

O Exército iraniano declarou na quarta-feira que pretende atacar "os centros econômicos e os bancos" do Golfo, enquanto a agência iraniana Tasnim citou as empresas de tecnologia americanas como "futuros alvos" de Teerã, incluindo Amazon, Google, Microsoft, IBM, Oracle e Nvidia.

O grupo bancário americano Citi e as consultorias britânicas Deloitte e PwC retiraram os funcionários ou fecharam seus escritórios em Dubai na quarta-feira, depois que receberam ameaças.

Fonte: G1