Notícias da Região | Denuncia recebida

Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2026

Justiça recebe denúncia contra motorista envolvido no acidente que matou PM em Cascavel

A Justiça, por meio do juiz Marcelo Carneval, recebeu do Ministério Público a denúncia contra Edson Ferreira da Cruz, envolvido em acidente que matou o soldado da Polícia Militar Ariel Julio Rubenich de 34 anos. A perseguição no dia 25 de novembro de 2025. 

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Soldado Ariel Julio Rubenich estava nove anos de trabalho na PM 

Edson poderá ser julgado por homicídio qualificado com quatro agravantes, além de resistência à prisão. Se condenado, ele pode pegar mais de 30 anos de cadeia. Os agravantes são Perigo Comum, Dificuldade de defesa da vítima, garantir impunidade e contra agente de segurança.

Na denúncia do Ministério Público do Paraná, a investigação aponta que o Volkswagen Passat estava a mais de 170km/h, e que o acusado seguiu pela contramão, furava semáforos, acessou calçadas, sob efeito de cocaína e maconha, sem carteira de habilitação.

O acidente aconteceu na Avenida Tancredo Neves. Segundo a Polícia Militar o soldado Ariel estava pilotando a motocicleta da Polícia Militar com sirenes ligadas, tentou interceptar o veículo. A moto foi atingida, Ariel perdeu o controle e bateu contra uma árvore no canteiro central. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no local do acidente.

Após o acidente, o motorista seguiu em fuga e foi preso na rua Tapajós. Horas após a prisão, a mãe do suspeito morreu.  Familiares relataram à polícia que ela passou mal ao presenciar a movimentação policial e a prisão do filho.

O processo tramita na Vara do Tribunal do Júri de Cascavel.

Edson Ferreira da Cruz permanece preso preventivamente e aguarda a instrução criminal. Se pronunciado, ele será julgado pelo Júri Popular.

Luciano Katarinhuk foi habilitado como assistente de acusação e explica o que a família espera do julgamento.

"A Família da vítima espera, confia que esse réu seja, não só condenado, mas também na severidade da legislação, ou seja, esperamos que ele pegue a pena máxima de 30 anos por quatro qualificadoras. Seremos os olhos, os ouvidos e a boca da família dentro desse processo. Toda a sociedade de Cascavel, da Polícia Militar ficou consternada com essa morte, porque Rubenich tinha um filho de 6 meses, outro de 4 anos, estava na flor da idade e era respeitado. Ele foi morto em trabalho."

CATVE

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