Notícias da Região | Santa Helena

Sexta-feira, 20 de Março de 2026

Mais de 20 mil ovos de mosquito transmissor da dengue são eliminados em Santa Helena. Entenda como funciona a ovitrampa

Uma mudança na estratégia de monitoramento do mosquito Aedes aegypti já apresenta resultados positivos em Santa Helena. Em entrevista ao Jornal Correio do Lago, a supervisora de campo do setor de Endemias, Ane Kaul, destacou que o uso das Ovitrampas tem permitido ações mais rápidas e eficazes no combate à dengue.

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As Ovitrampas são armadilhas simples, compostas por um recipiente escuro com água e uma palheta, utilizadas para atrair o mosquito e coletar seus ovos. O material é posteriormente analisado em laboratório, permitindo identificar as regiões com maior concentração do vetor.

Segundo Ane, a nova metodologia substituiu o antigo Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa) e tem possibilitado um direcionamento mais preciso das equipes. “Hoje conseguimos identificar exatamente onde está o problema e agir de forma mais eficiente”, explicou.

Os números reforçam a eficácia da estratégia. Somente nos primeiros 80 dias de 2026, foram eliminados cerca de 21 mil ovos do mosquito, impedindo o nascimento do Aedes aegypti. Além disso, os índices de positividade das armadilhas vêm apresentando queda ao longo das semanas, indicando avanço no controle.

Outro dado considerado positivo é que ainda não foi necessária a aplicação de inseticidas no município neste ano. De acordo com a supervisora, isso representa ganhos tanto para o meio ambiente quanto para a saúde dos profissionais envolvidos.

A análise dos dados também permite intensificar as ações em bairros com maior incidência. As equipes retornam com frequência nos locais com as ovitrampas, para identificar e eliminar possíveis criadouros, o que, segundo Ane, explica a presença constante dos agentes em algumas residências.

“Pedimos que a população compreenda e receba bem nossos agentes. Esse trabalho é fundamental para proteger não só uma casa, mas toda a comunidade”, ressaltou.

A orientação segue sendo a mesma: evitar água parada em recipientes como pneus, garrafas, calhas e caixas d’água. A participação da população é considerada essencial para manter os índices baixos e evitar novos casos da doença.

A equipe de Endemias também disponibiliza atendimento para dúvidas e orientações pelo telefone (45) 3286-8380.

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