Internacionais | Conselho de Paz de Trump

Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2026

Netanyahu aceita convite para integrar o Conselho da Paz de Trump

A estrutura foi criada por Trump para atuar na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza. O presidente americano enviou convites a lideranças de cerca de 60 países, incluindo o Brasil.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aceitou o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o "Conselho da Paz". A informação foi divulgada nesta quarta-feira (21).

A estrutura foi criada por Trump para atuar na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa também pode atuar em outros conflitos internacionais no futuro.

Trump enviou convites a lideranças de cerca de 60 países, incluindo o Brasil. Há, no entanto, receio na comunidade internacional de que o grupo enfraqueça o papel da Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com uma cópia do estatuto do conselho obtida pela agência Reuters, Trump terá mandato vitalício como presidente do grupo.
Países que desejarem um assento permanente precisarão pagar US$ 1 bilhão (R$ 5,37 bilhões). Os recursos serão administrados por Trump.
Argentina, Hungria, Marrocos e Azerbaijão já aceitaram o convite. O Brasil ainda está avaliando.
A Suécia rejeitou o plano do Conselho da Paz, apresentado até o momento.
Segundo a Reuters, o envio das cartas gerou preocupação entre autoridades mundiais, principalmente na Europa. Diplomatas disseram que a medida também pode enfraquecer as Nações Unidas como um todo.

"É uma 'Nações Unidas de Trump' que ignora os princípios fundamentais da Carta da ONU", afirmou um deles.
Um alto funcionário da ONU evitou comentar o plano de Trump, mas disse que a organização é a única instituição com capacidade moral e legal para reunir todas as nações, grandes ou pequenas.

"E se questionarmos isso... retrocedemos para tempos muito, muito sombrios", disse Annalena Baerbock, presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, à Sky News.

Trump costuma criticar instituições multilaterais, principalmente a ONU. O presidente norte-americano questiona a eficácia, o custo e a responsabilidade desses organismos e afirma que, muitas vezes, eles não servem aos interesses dos Estados Unidos.

G1