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Domingo, 19 de Abril de 2026

Peru recontará votos e resultado de eleição presidencial deve sair em maio

Segundo autoridade eleitoral, em entrevista a uma rádio do país, o Conselho Nacional Eleitoral já recebeu mais de 15 mil folhas de apuração contestadas

A secretária-geral do JNE (Conselho Nacional Eleitoral do Peru), Yessica Clavijo, declarou neste sábado (18) que pelo menos 106 atas de urnas das seções eleitorais serão recontadas no país. Com isso, o resultado da disputa que determinará o segundo turno deve ser publicado em maio.

“Esperamos ter os resultados da eleição presidencial até meados de maio, no máximo, que é o tempo necessário para determinar o segundo turno”, disse Clavijo.

Segundo a secretária, o Conselho já recebeu mais de 15 mil folhas de apuração contestadas das eleições gerais e 30% delas correspondem às eleições presidenciais; as folhas foram enviadas devido a erros ou omissões no registro dos votos.

Dentre elas, 106 cédulas presidenciais serão recontadas, mas Clavijo afirmou que o número pode aumentar, pois a contagem ainda está em andamento.

Com 93,3% das cédulas apuradas, a candidata conservadora Keiko Fujimori permanece em primeiro lugar com 17% dos votos. Ela é seguida pelo deputado de esquerda Roberto Sánchez com 12% dos votos e Rafael López Aliaga, ex-prefeito de Lima, de direita, com 11,9%.

Os pedidos pela demissão do chefe da autoridade eleitoral do Peru se intensificaram na sexta-feira (17), enquanto atrasos e supostas irregularidades na apuração geraram críticas no país.

A pressão sobre Piero Corvetto, chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais do Peru, aumentou, em um cenário que abalou a confiança dos investidores e alimentou a incerteza.

De acordo com o escritório eleitoral, Sanchez e Aliaga permaneciam em uma disputa acirrada pelo segundo lugar no primeiro turno, separados por cerca de 13 mil votos na sexta-feira.

Pedidos de renúncia e acusações de fraude

Líderes empresariais e parlamentares de todo o espectro político pediram que Corvetto renuncie, argumentando que um substituto deveria supervisionar o segundo turno.

"Erros tão graves têm consequências", disse Jorge Zapata, chefe da câmara empresarial Confiep, à estação de rádio local RPP.

CNN