Notícias da Região | Dignidade menstrual

Segunda-feira, 22 de Junho de 2026

Projeto incentiva homens a apoiar dignidade menstrual de mulheres e meninas no Brasil

Nações Unidas/Onu News

O Instituto Alana, organização com status consultivo no Conselho Econômico e Social da ONU, lançou uma iniciativa voltada a combater a naturalização da dor menstrual e erradicar tabus, defendendo que a dignidade menstrual é uma questão de igualdade de gênero e direitos humanos. Com um investimento de US$ 60 milhões em pesquisas e ações, a entidade busca promover mudanças culturais e fortalecer políticas públicas.

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No Brasil, dados de uma pesquisa do Instituto Alana revelam o impacto da falta de dignidade menstrual: quatro em cada 10 meninas faltam às aulas mensalmente devido a cólicas fortes, enquanto mulheres adultas registram uma perda de produtividade de 10,8 horas semanais. O CEO do Instituto, Pedro Hartung, enfatiza que o sofrimento causado por dores intensas e condições como a endometriose é agravado pela falta de informação e pelo estigma.

O projeto destaca o papel fundamental dos homens na superação desses obstáculos. Segundo Hartung, os homens possuem a responsabilidade de desconstruir o estigma de que a menstruação é um tema "sujo" ou exclusivo do universo feminino, sendo essencial que meninos recebam informações adequadas para dialogar e acolher as mulheres. Além disso, o CEO reforça que homens em cargos de decisão têm o dever de ouvir as mulheres para formular políticas estruturantes que garantam acesso a saneamento, produtos de higiene e atendimento médico de qualidade.

A pesquisa aponta que meninas negras e de baixa renda são as mais afetadas pela falta de recursos, enfrentando a menarca precocemente sem orientação. Diante disso, o Instituto Alana propõe a inclusão do tema nas aulas do ensino fundamental e a melhoria do atendimento em prontos-socorros, onde a dor feminina é frequentemente subnotificada. Atualmente, a organização coopera com agências como Unicef, ONU Mulheres e o Fundo de População da ONU (UNFPA) para ampliar o debate em nível internacional.

Fonte: Nações Unidas/Onu News

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