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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026

Soja fecha em leve alta em Chicago com expectativa de compras chinesas

Oleaginosa é puxada por alta de preços do farelo, derivado de soja

As cotações futuras da soja finalizaram a sessão desta quarta-feira (11) com leves altas na Bolsa de Chicago.  O contrato com vencimento para março registrou valorização de 0,13%, fechando o dia em US$ 11,24 por bushel.

De acordo com as informações da Agrinvest, os preços futuros fecharam o dia com ganhos moderados, mas ao longo do dia trabalharam com avanços acompanhando as cotações futuras do farelo de soja.

Para a consultoria argentina Granar,  o movimento confirmou as valorizações da véspera, sustentadas pela divulgação do relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No documento, o USDA afirmou que a China estaria considerando ampliar as compras de soja norte-americana.

O avanço dos preços, no entanto, encontrou limites no andamento da colheita recorde no Brasil. Ontem, o USDA elevou sua estimativa para a produção brasileira de 178 milhões para 180 milhões de toneladas. Nesta quarta-feira, o mercado aguarda a atualização dos números mensais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Também pesaram as previsões de chuvas em regiões agrícolas da Argentina, onde as lavouras precisam de umidade para conter as perdas causadas pela escassez de precipitações em janeiro e pelas sucessivas ondas de calor.

No front das exportações, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais do Brasil (Anec) revisou para cima sua projeção de embarques de soja em fevereiro, de 11,42 milhões para 11,71 milhões de toneladas. O volume supera com folga os 2,44 milhões de toneladas exportadas em janeiro e também os 9,73 milhões de toneladas registrados em fevereiro de 2025.

Para o farelo de soja, a entidade elevou a estimativa de exportações no mês de 1,63 milhão para 1,93 milhão de toneladas, acima dos 1,71 milhão de janeiro e dos 1,50 milhão do mesmo período do ano passado.

Apesar desse cenário, um fator de sustentação aos preços tem sido a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade das exportações brasileiras e diminui o apetite vendedor dos produtores, pressionados por uma remuneração menor em moeda local. Ainda assim, agentes ressaltam que a apreciação cambial não será suficiente para evitar o forte fluxo de soja esperado nas próximas semanas, com a generalização da colheita no maior produtor e exportador mundial da oleaginosa.

CNN