Internacionais | Proposta rejeitada

Sábado, 02 de Maio de 2026

Trump rejeita proposta do Irã para liberar Estreito de Ormuz e adiar debate nuclear

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou oficialmente uma proposta enviada pelo governo do Irã que visava encerrar o bloqueio marítimo no Estreito de Ormuz e o impasse nos portos da região. Segundo informações divulgadas por uma alta autoridade iraniana neste sábado (02), o plano sugeria um cessar-fogo imediato, mas postergava as discussões cruciais sobre as restrições ao programa nuclear para uma etapa futura.

A proposta de Teerã baseava-se em quatro pilares centrais: o fim da guerra com garantias de que Israel e EUA não realizariam novos ataques; a reabertura imediata do Estreito de Ormuz para o tráfego comercial; a suspensão do bloqueio americano aos portos iranianos; e a negociação das sanções econômicas em troca de restrições nucleares apenas em uma fase posterior. O objetivo dos mediadores era "fatiar" o acordo para aliviar a crise energética global antes de tratar de temas mais complexos.

Impasse sobre o programa nuclear

Apesar da tentativa de diálogo, Trump afirmou a jornalistas na Casa Branca que "não está satisfeito" com os termos oferecidos, declarando que os iranianos "estão pedindo coisas que não pode aceitar". A posição de Washington permanece rígida: o governo americano não aceita encerrar formalmente as hostilidades sem um compromisso definitivo de que o Irã jamais obterá armas nucleares — justificativa central para os bombardeios iniciados em fevereiro.

O conflito, que já dura quatro semanas após a suspensão da campanha ativa de bombardeios por parte de EUA e Israel, continua a causar a maior interrupção no fornecimento global de energia da história. Enquanto o Irã mantém o bloqueio quase total ao Golfo Pérsico, permitindo apenas suas próprias embarcações, os Estados Unidos mantêm a retaliação através de um cerco naval aos navios que partem da ilha, gerando prejuízos bilionários e instabilidade nos mercados internacionais.

Fonte: Reuters/G1